



Esta é a história de um pai, um filho e um cafezal. Parece começo de novela das seis, mas acontece de verdade lá em Muzambinho, no Sul de Minas. Nosso protagonista é Seu Lino, um sujeito que já plantava café quando a palavra gourmet ainda era coisa de francês metido a besta. O homem conhece cada palmo daquela terra e, dizem as boas línguas, consegue saber se o café está maduro só de olhar torto pra ele.
Mas Seu Lino não está sozinho nessa empreitada. Tiago Chagas, seu filho, aprendeu o ofício com o velho e resolveu continuar a tradição. Juntos, cuidam do Sítio Morro Preto, onde café é coisa séria, mas uma boa prosa nunca atrapalhou a colheita. Pelo contrário, é capaz de até melhorar o sabor.
E olha que melhorou mesmo! Na última visita, encontramos um café com gostinho de framboesa e mel. Agora, o Catuaí Vermelho voltou com uma combinação de frutas vermelhas e caramelo. Tudo natural, colhido com cuidado e sem nenhuma invenção mirabolante. Só o resultado de duas gerações fazendo aquilo que sabem fazer de melhor.
No fim das contas, tem coisa que pai ensina para filho. E tem coisa que essa família ensina pra gente: café bom se faz com tempo, cuidado e um bocado de amor pelo que se faz.
Moka Clube — De pai pra filho, do cafezal pra sua xícara.

Respeita o pai!
Filho de peixe, cafezão é

Mudou o doce, não a receita






















